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Novas regras climáticas podem afetar a área de tecnologia

Para especialista, a reunião de líderes de 193 países tende a criar regulamentações que vão afetar diretamente o departamento de TI das organizações.

Na última semana, governo brasileiro divulgou planos de reduzir em 39% a emissão de dióxido de carbono até 2020. O anúncio antecede uma reunião sobre o clima, que envolverá líderes de 193 países em Copenhague (Dinamarca), de 7 a 18 de dezembro. O encontro tem o intuito chegar a um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, o qual deixa de vigorar em 2013. Mais do que um encontro diplomático, a reunião deve resultar em medidas regulatórias que mudarão o modo de produção das nações e terão um impacto direto nos departamentos de TI das empresas. Isso porque, segundo o diretor da consultoria TGT Consult, Pedro Bicudo, para atingir as metas estabelecidas, os países devem criar regulamentações que mudarão a forma das corporações se relacionarem com a tecnologia.

“Essa será a única forma de fazer com que os CIOs pensem no assunto com seriedade”, diz Bicudo, ao explicar que, até o momento, os projetos de TI verde são motivados em sua maioria apenas por questões financeiras, como a possibilidade de reduzir custos de energia no data center.

O consultor comenta que, ao contrário do que se imagina, as tecnologias e os processos sustentáveis  tendem a ser mais caros do que os modelos tradicionais. “Falta ao CIO entender e vender ao board que sustentabilidade envolve eliminação de desperdícios. Ou seja, o departamento vai investir em equipamentos com custos mais altos, mas que vão eliminar erros e o tempo perdido com o retrabalho”, analisa Bicudo.

Para os gestores que tiverem a consciência da importância de ser sustentável, o diretor da TGT Consult aconselha que tentem elaborar um programa de sustentabilidade para TI, mesmo que pequeno. “A iniciativa não vai mudar o mundo de um dia para o outro, mas começará a fazer com que outras pessoas pensem no assunto e que fornecedores criem produtos adequados ao perfil dos clientes ‘verdes’”, conclui o especialista.